No início do século XVIII, moradores de um pequeno povoado próximo ao Rio das Velhas edificaram uma capela em honra a Santa Luzia, virgem e mártir que viveu em Siracusa, Itália, no final do século III da Era Cristã. O lugar, que era ponto de abastecimento para tropeiros, passou a ser conhecido como Santa Luzia do Rio das Velhas.
Entre 1721 e 1729, essa primitiva capela foi ampliada por iniciativa de alguns pioneiros da região, dentre eles o capitão-mor João Ferreira dos Santos e o padre Lourenço de Valadares Vieira, vigário da Vila Real de Nossa Senhora da Conceição de Sabará.
Com o passar dos anos, a nova igreja passou por ampliações e processos de embelezamento. A historiadora Elizabete Tófani ressalta que muitas dessas alterações ocorreram entre 1744 e 1778, financiadas sobretudo pelo sargento-mor Joaquim Pacheco Ribeiro, que obtivera a cura de sua visão. Mais ou menos nessa mesma época, a sede da freguesia foi transferida para Santo Antônio da Roça Grande, e alguns anos depois retornou para Santa Luzia, quando provavelmente a igreja já estava pronta.
As últimas alterações pelas quais a igreja passou se deram depois da segunda metade do século XIX, quando a fachada e as escadarias foram reestilizadas.
O templo possui galerias ao redor da nave e da capela-mor, e seus altares e retábulos possuem ainda toda a beleza da talha setecentista. O altar-mor é considerado ‘privilegiado in perpetuum‘, devido às indulgências concedidas em caráter permanente a essa igreja pelo Papa Papa Clemente XIV, em 15 de setembro de 1773.

REFERÊNCIAS
- MOURÃO, Paulo Krüger Correa, As igrejas setecentistas de Minas, Belo Horizonte: Itatiaia, 1986
- Santa Luzia comemora 270 anos do santuário (Estado de Minas)
- Arquidiocese de Belo Horizonte