A Companhia das Filhas da Caridade foi fundada em Paris em 1633, por São Vicente de Paulo e Santa Luísa de Marillac, para servir os pobres e pessoas desfavorecidas.
No Brasil, elas fundaram o Colégio da Imaculada Conceição, em 08 de dezembro de 1854, a pedido do Imperador D. Pedro II, que tinha o objetivo de educar na própria terra, as meninas e as jovens da sociedade brasileira, que na época necessitavam emigrar para a Europa caso quisessem receber uma educação melhor.
Assim, em 1854, onze Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, a maioria delas proveniente da França, inauguraram as atividades escolares, primeiramente na Rua do Livramento, e depois na Praia de Botafogo, onde permanece até hoje.
O colégio nasceu e cresceu sob a devoção à Imaculada Conceição de Maria.
A Igreja da Imaculada Conceição, construída para ser capela do colégio, teve sua pedra fundamental lançada em 1886, por iniciativa da irmã francesa Ana Maria Saugère. Mas o projeto já havia sido idealizado quase vinte anos antes pelo Padre Júlio Clavelin, sacerdote da Congregação da Missão (ordem também fundada por São Vicente de Paulo). O Pe. Clavelin é conhecido por ter difundido o estilo gótico no Brasil, e também foi o responsável pelo projeto da igreja do Colégio do Caraça, em Minas Gerais.
No caso do Rio, a igreja foi construída voltada para a Praia de Botafogo, emoldurada pelo Corcovado.

Abaixo, frontispício com pináculos góticos, com destaque para a imagem do Sagrado Coração de Jesus. Ao fundo, o Cristo Redentor.

Abaixo, a nave central da igreja, cujo teto possui dezenas de ogivas góticas, sustentadas por diversas colunas de mármore rosa.



A igreja também possui trinta e dois belos vitrais que retratam cenas dos Evangelhos, e que foram trazidos da França para o Brasil.

Abaixo, vitral representando a aparição de Nossa Senhora a Santa Catarina Labouré - freira que também pertencia à mesma ordem religiosa (Filhas da Caridade). Na época em que essa igreja começou a ser construída, haviam transcorrido apenas dez anos do falecimento de Santa Catarina Labouré, e sua beatificação ocorreria somente quatro décadas depois. Algumas das freiras da época haviam conhecido a ela pessoalmente.


Acima, parte das colunas do coro da igreja, e abaixo, uma das capelas laterais, dedicada a São José.

No ano de 1960, essa igreja foi transformada em sede de uma paróquia, e posteriormente foi elevada à condição de Basílica Menor.
Recentemente, foram transladados para essa basílica os restos mortais da pequena Odette Vidal de Oliveira, mais conhecida como ‘Odettinha‘, que frequentava essa igreja, e que encontra-se em vias de ser beatificada.


E finalmente, a capela-mor, cujo altar abriga uma imagem representando Nossa Senhora da maneira que apareceu a Santa Catarina Labouré.

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REFERÊNCIAS:
- Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo
- Dornelles Facó, Anne (coord.), Guia das Igrejas Históricas da Cidade do Rio de Janeiro, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Especial de Projetos Especiais, 1997
É impressionante como pode caber tanta beleza numa igreja tão pequeninha !!! :D
Magnífica história ! :D
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