Basílica de Santo Antônio do Embaré – Santos – SP

“Tenho a honra de levar ao conhecimento de Vv. Ss. que se acha erigida na Praia do Embaré uma Capela para o serviço religioso dos moradores daquele aprazível e florescente arrabalde. (…) Seu orago é Santo Antonio e sua situação vizinha de um lado com os terrenos pertencentes ao sr. dr. Ernesto Germack Possolo, e do outro lado com os da propriedade e residência do sr. dr. Wallace da Gama Cockrane, antigo presidente dessa ilustre corporação. Mede o terreno onde está assentada a Capela, que é seu patrimônio, uma extensão de vinte e dois metros para a praia e cem metros de fundo.
Foi empreendida essa obra pia sem viso de ostentação, sem luxo, mas com a precisa decência e capacidade para os seus sagrados destinos. (…)”

Com essa carta, datada de 25 de outubro de 1875, o Visconde de Embaré comunicava à Câmara de Vereadores de Santos a conclusão das obras dessa capela que mandara fazer em seus terrenos, em frente ao mar daquela cidade paulista.

Após o falecimento de seu construtor, a capela passou por um período de abandono, situação que só se reverteria com o aumento da urbanização do local, que ocorreria anos mais tarde. Nesse contexto, em 1911 o padre Gastão de Moraes, com ajuda da população, empreendeu uma reforma, dando à igreja uma configuração tendente ao neogótico, com projeto de Maximiliano Hehl.

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Mas o crescimento da cidade, aliado à sempre vívida devoção a Santo Antônio de Pádua, fez com que a igreja em pouco tempo ficasse pequena para os ofícios ali realizados. Tal situação ficou mais notória quando ela foi cedida aos frades capuchinhos, vindos da Itália, e que são conhecidos por sua constante atividade missionária.

Assim, foi decidido que uma nova igreja deveria ser feita. No ano de 1929 foi aprovado o novo projeto, de E. Kemnitz, em estilo neogótico. Na fase inicial das obras, o novo tempo foi construído englobando a capela antiga, que ficou ‘dentro’ da outra.

Foto da construção da basílica, podendo-se ver em seu interior a antiga igreja. Arquivo Basílica do Embaré

Foto da construção da basílica, podendo-se ver em seu interior a antiga capela. Arquivo Basílica do Embaré

As obras foram prosseguindo com a ajuda dos fiéis, e em 1936 chegaram os altares, que foram esculpidos em cedro e carroba no atelier de Henrique Rüdiger. A parte estrutural do templo foi finalizada no ano de 1945, e no ano seguinte iniciou-se o trabalho de pintura das paredes e teto, a cargo do renomado artista Pedro Gentili, que posteriormente também embelezaria outras igrejas no interior de São Paulo.

No ano de 1953, o papa Pio XII concedeu à essa igreja o título de ‘basílica menor’.

Durante muitos anos, a igreja de Santo Antônio se destacou na paisagem da praia do Embaré, até que, com  a verticalização dos prédios no entorno, sua visibilidade ficou reduzida. Mesmo assim, a igreja conserva toda a estatura espiritual decorrente do estilo gótico, e permanece servindo ao culto divino por meio do trabalho dos frades capuchinhos.

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Teto da igreja, com afrescos representando cenas da vida de Santo Antônio (nos quadros maiores) e santos capuchinhos (quadros menores)

 

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Referências:

Site Oficial da Basílica

-Santos, Danilo Brás dos, Basílica Menor de Santo Antônio.

Site Novo Milênio: Histórias e Lendas de Santos-SP

 

 

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